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Calculadora de Impostos PJ 2026

Qual regime tributário paga menos imposto pro seu faturamento? Compare MEI, Simples, Lucro Presumido e Lucro Real lado a lado.

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Compare regimes tributários PJ

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Responsabilidade Editorial

Nossas calculadoras são utilizadas para cálculos em geral. É importante lembrar que os resultados dos cálculos podem estar sujeitos a variações, pois podem existir fatores que não foram levados em consideração durante o cálculo e que podem influenciar no resultado final.

Como funciona

Regimes tributários PJ: onde mora a economia

Como escolher o regime certo

O regime tributário define quanto a empresa paga de imposto sobre o faturamento e como o resultado do ano fica no caixa. A escolha errada custa caro, e a mudança só pode ser feita uma vez por ano, no início de janeiro.

  • MEI: limite de R$ 81 mil por ano, DAS fixo, 1 empregado com salário mínimo, lista restrita de atividades.
  • Simples Nacional: limite de R$ 4,8 milhões por ano, imposto unificado em uma guia, alíquota progressiva por faixa e por anexo da atividade.
  • Lucro Presumido: limite de R$ 78 milhões por ano, com IRPJ e CSLL incidindo sobre percentual presumido da receita e PIS e COFINS cumulativos a 3,65%.
  • Lucro Real: obrigatório acima de R$ 78 milhões anuais ou para algumas atividades reguladas, com base no lucro contábil efetivo e PIS e COFINS não cumulativos a 9,25%.

Os 5 anexos do Simples Nacional

  • Anexo I: comércio em geral, varejo, dropshipping, lojas físicas.
  • Anexo II: indústria, com alíquotas próximas das do Anexo I.
  • Anexo III: serviços gerais como TI, marketing, agências, manutenção, ensino e outros.
  • Anexo IV: construção civil, limpeza, segurança e demais serviços com cessão de mão de obra. Atenção: INSS patronal não está incluído no DAS.
  • Anexo V: profissões regulamentadas como medicina, advocacia, engenharia, contabilidade, com alíquotas iniciais altas.

O Fator R move automaticamente o Anexo V para o Anexo III quando a folha de pagamento, incluindo pró-labore, representa pelo menos 28% do faturamento dos últimos 12 meses. Profissionais regulamentados com folha relevante costumam pagar bem menos por causa dessa regra.

Exemplo: Marcela, advogada, faturamento R$ 18 mil/mês

Marcela é advogada autônoma, faturamento mensal médio de R$ 18.000 (R$ 216 mil ao ano). Tem secretária CLT com salário de R$ 2.500 e folha total de R$ 4.000 mensais (incluindo pró-labore). Como ficam as três opções principais?

  1. Simples Anexo V puro: alíquota efetiva em torno de 15,5% sobre o faturamento, o que dá ~R$ 2.790 de DAS por mês.
  2. Simples Anexo III via Fator R: folha de 22% da receita não atinge os 28% necessários, então Marcela continua no Anexo V.
  3. Aumento de pró-labore para R$ 5.040 mensais: folha sobe para R$ 7.540, ou 41,8% da receita. Anexo III ativo, alíquota efetiva cai para ~9%, DAS de ~R$ 1.620, economia de mais de R$ 1.000 mensais.
  4. Lucro Presumido: 32% × R$ 18.000 = base de R$ 5.760 para IRPJ e CSLL, mais PIS e COFINS cumulativos. Total efetivo gira em torno de 14% a 16% da receita.

Para Marcela, ajustar o pró-labore para ativar o Fator R economiza mais de R$ 12 mil por ano. O custo é INSS patronal sobre a folha extra, que precisa entrar na conta.

Quando o Lucro Presumido vence o Simples

O Simples tem nome simpático, mas nem sempre é o regime mais barato. O Lucro Presumido costuma vencer em pelo menos três situações.

A primeira é faturamento alto perto do teto do Simples. Conforme o RBT12 sobe, a alíquota efetiva do Simples cresce e pode ultrapassar a do Presumido. Empresas faturando perto de R$ 4 milhões anuais costumam economizar migrando.

A segunda é atividade do Anexo V sem possibilidade prática de ativar o Fator R. Quando a folha não atinge 28% e não há como aumentá-la sem perder margem, o Presumido entrega alíquota menor.

A terceira é o desejo de crescer acima do limite do Simples. Quem projeta passar de R$ 4,8 milhões precisa migrar antes do estouro, e o Presumido costuma ser o degrau natural.

Quando o Lucro Real é o melhor

O Lucro Real é o regime de gestão fiscal mais complexa: exige escrituração completa, balanço, demonstrações contábeis e acompanhamento mensal de um contador atuante. Em troca, pode ser muito vantajoso em três cenários.

  • Margens líquidas baixas com muitas despesas dedutíveis. Em vez de pagar imposto sobre receita presumida, paga sobre lucro efetivo.
  • Volume relevante de fornecedores com crédito de PIS e COFINS recuperáveis, especialmente indústria e comércio com cadeia longa.
  • Obrigatoriedade legal por faturamento acima de R$ 78 milhões anuais ou por atividade regulada como instituições financeiras.

Para empresa de serviços com margem alta e poucas despesas, o Lucro Real costuma ser pior que Simples ou Presumido. Só compensa com simulação ano a ano.

Erros comuns na escolha do regime

  • Escolher pelo nome: o Simples nem sempre é simples nem o mais barato. Cada caso pede simulação.
  • Não revisar o regime anualmente: o que era ótimo no faturamento de R$ 10 mil pode estar caro no de R$ 50 mil. Janeiro é a janela de mudança.
  • Ignorar o Fator R: profissões regulamentadas pagam até 6 pontos percentuais a mais sem ativar essa regra.
  • Esquecer o INSS patronal no Anexo IV: não está incluído no DAS. Quem se confunde subestima o custo.
  • Manter MEI estourando o teto: ultrapassar R$ 81 mil sem migrar gera multa e cobrança retroativa dos tributos do Simples.
  • Não distribuir lucros corretamente: lucro distribuído pela contabilidade é isento de IRRF. Sem registro contábil adequado, vira pró-labore e paga 27,5%.
Dúvidas frequentes

Perguntas sobre impostos PJ

  • Qual o melhor regime tributário para PJ?

    Depende do faturamento, da atividade e da estrutura de custos. MEI cobre até R$ 81 mil por ano com DAS fixo. Simples Nacional vai até R$ 4,8 milhões com alíquota progressiva por anexo. Lucro Presumido costuma vencer em empresas com margens altas. Lucro Real é a melhor opção quando há muitas despesas dedutíveis ou créditos relevantes de PIS e COFINS.

  • O que é o Simples Nacional e quais são os anexos?

    Regime simplificado para empresas com faturamento anual até R$ 4,8 milhões, que unifica oito impostos em uma única guia (DAS). São cinco anexos por tipo de atividade: I (comércio), II (indústria), III (serviços gerais como TI e marketing), IV (construção e limpeza) e V (profissões regulamentadas como medicina, advocacia e engenharia). A alíquota cresce conforme o RBT12.

  • Como é calculado o ISS?

    O ISS é tributo municipal, com alíquota entre 2% e 5% conforme a cidade e o tipo de serviço prestado. A calculadora usa 5% como padrão conservador. Capitais e cidades grandes costumam aplicar a alíquota máxima, enquanto cidades pequenas ou benefícios fiscais municipais podem reduzir o número. Vale checar a tabela do município de inscrição da empresa.

  • Lucro Presumido ou Lucro Real?

    No Lucro Presumido, IRPJ e CSLL incidem sobre um percentual presumido da receita (32% para serviços, 8% para comércio), e PIS e COFINS são cumulativos a 3,65% sobre o faturamento. No Lucro Real, IRPJ e CSLL incidem sobre o lucro contábil efetivo, e PIS e COFINS sobem para 9,25% não cumulativos, com créditos sobre insumos. Margens baixas tendem ao Real; margens altas, ao Presumido.

  • Esse cálculo considera o INSS pró-labore?

    Não. Esta calculadora foca apenas nos impostos da pessoa jurídica. Para o impacto total no bolso do sócio, somando INSS sobre pró-labore, IRRF na retirada e benefícios, use a calculadora CLT vs PJ. Ela monta o pacote completo dos dois lados e calcula o ponto de equivalência entre os regimes.

  • O que é o Fator R do Simples Nacional?

    É a regra que move atividades originalmente do Anexo V para o Anexo III quando a folha de pagamento (incluindo pró-labore) representa pelo menos 28% do faturamento dos últimos 12 meses. Como o Anexo III tem alíquotas significativamente menores, profissionais regulamentados com folha relevante costumam ter economia importante. Vale fazer a conta antes do início do ano-calendário.

  • Posso mudar de regime tributário a qualquer momento?

    Não. A mudança de regime entre Simples, Presumido e Real só pode ser feita no início do ano-calendário (janeiro), por meio de opção formal junto à Receita Federal. Por isso, a escolha precisa ser feita com simulação anual completa, não com base no mês corrente. Errar o regime trava a empresa por 12 meses na faixa errada.

  • MEI é sempre a melhor opção para quem está começando?

    Quase sempre sim, quando o faturamento projetado fica abaixo do teto de R$ 81 mil por ano (média de R$ 6.750 por mês). O DAS fixo gira em torno de R$ 75 a R$ 80, contabilidade não é obrigatória e o ato constitutivo é gratuito. Atenção: MEI tem lista restrita de atividades, limita 1 funcionário com salário mínimo e veta operações entre sócios.

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