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Simulador Aluguel vs Financiamento 2026

Comprar ou alugar? Compare patrimônios ao longo do tempo considerando juros, valorização e custo de oportunidade da entrada.

  • Tabelas 2025
  • Ponto de equivalência
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Comprar ou alugar? Compare na prática

Preencha os dois lados e veja, em tempo real, qual caminho gera mais patrimônio no período.

Compare alugar vs financiar

Resultado em tempo real. Considera entrada, juros, valorização, aluguel e custos de oportunidade.

Imóvel
Mensal (% a.m.).
ITBI + cartório + escritura (% do valor do imóvel).
% do valor do imóvel ao ano.
% ao ano.
Aluguel e investimento
Geralmente IGP-M ou IPCA.
% ao mês. Exemplo: CDI/Selic dividido por 12.
Responsabilidade Editorial

Nossas calculadoras são utilizadas para cálculos em geral. É importante lembrar que os resultados dos cálculos podem estar sujeitos a variações, pois podem existir fatores que não foram levados em consideração durante o cálculo e que podem influenciar no resultado final.

Como funciona

Aluguel vs financiamento: matemática antes do sentimento

Comprar não é sempre melhor que alugar

"Aluguel é dinheiro jogado fora" é frase popular, não verdade matemática. A resposta depende de cinco variáveis: preço do imóvel vs. aluguel da região, taxa de juros do financiamento, valorização real do imóvel, quanto o dinheiro renderia investido e por quanto tempo você pretende morar no lugar.

Trocar uma variável muda a resposta. Com juro alto, alugar tende a vencer em 10 a 15 anos. Com juro baixo, a balança vira. Não existe resposta única, existe a resposta certa pro seu cenário.

Custo de oportunidade da entrada

O dinheiro da entrada não é gratuito. Se ficasse em Tesouro Selic ou CDB, renderia juros compostos ao longo dos anos. Quem alugar, investe a entrada inteira e ainda investe mês a mês a diferença entre parcela e aluguel.

Esse é o cenário "alugar e investir a diferença", que costuma surpreender em períodos de juros altos como o brasileiro pós-2023.

Exemplo: Marcos em Curitiba, 12 anos

Marcos quer morar em apartamento de R$ 500 mil. R$ 100 mil de entrada, plano de ficar 12 anos.

  1. Comprar: financia R$ 400 mil em 30 anos (SAC, 11,5% ao ano). Parcela inicial R$ 4.900. Custos de transação R$ 20 mil. Valorização 3,5% real ao ano.
  2. Alugar: R$ 2.500/mês equivalente. Entrada investida a 0,9% ao mês. Diferença mensal de R$ 2.400 também investida.
  3. Em 12 anos: cenário comprar dá ~R$ 480 mil de patrimônio líquido (imóvel a R$ 750 mil menos saldo devedor). Cenário alugar e investir dá ~R$ 730 mil sem dívidas.

Com juros altos, alugar vence em janelas curtas e médias. Em 25 anos, a balança costuma inverter.

Custos invisíveis de ser proprietário

O preço do imóvel é só o começo. Comprar envolve uma lista de despesas recorrentes que muitas vezes não aparecem na conta de quem está decidindo.

  • IPTU: 0,5% a 1,5% do valor venal ao ano, com aumento anual pela inflação.
  • Condomínio: R$ 400 a R$ 2.500 mensais em apartamentos urbanos, conforme infraestrutura e localização.
  • Manutenção preventiva: 0,5% a 1% do valor do imóvel ao ano para pintura, hidráulica, elétrica e pequenos reparos.
  • Seguros: residencial e MIP/DFI no financiamento, somando R$ 30 a R$ 100 mensais.
  • Custos de transação: ITBI (2% a 3% do valor) e cartório (1% a 1,5%) na compra. Corretagem (6%) na venda futura.

Quem aluga não paga IPTU integral nem manutenção estrutural, então o aluguel já inclui parte desses custos no preço de mercado, e o restante fica com o proprietário.

Quando a compra ganha mesmo em cenário de juros altos

Mesmo com Selic em patamar elevado, alguns cenários inclinam a balança para comprar.

  • Aluguel desproporcional ao imóvel: quando o aluguel mensal passa de 0,5% do valor do imóvel, comprar tende a vencer mesmo em janelas curtas.
  • Entrada acima de 40%: reduz o saldo financiado e os juros totais. Quanto maior a entrada, menor o impacto da taxa.
  • Horizonte de 20 anos ou mais: o imóvel quitado e valorizado supera o portfólio financeiro em prazos longos, mesmo com rentabilidades comparáveis.
  • Valorização real do bairro confirmada: bairros em transformação urbana ou com nova infraestrutura (metrô, parque, escola) entregam ganhos acima da média histórica.
  • Estabilidade profissional e familiar: quem não planeja mudar de cidade nos próximos 10 anos elimina o custo de venda futura, que pesa em horizontes curtos.

A decisão precisa olhar para o seu cenário pessoal, não para a regra geral. O simulador serve justamente para colocar números no que muitas vezes vira discussão de bar.

Erros comuns nessa comparação

  • Ignorar custo de oportunidade da entrada: favorece artificialmente a compra.
  • Olhar só a parcela: em 30 anos a 11% ao ano, o juro total pago supera o valor do imóvel.
  • Esquecer custos recorrentes: IPTU, condomínio, seguro, manutenção somam 1,5% a 2% do valor do imóvel por ano.
  • Achar que imóvel sempre valoriza: entre 2014 e 2019, muitos ficaram parados em valor nominal e perderam em valor real.
  • Comparar parcela com aluguel atual sem projetar reajuste: aluguel sobe pelo IPCA/IGPM, parcela também tem correção.
Dúvidas frequentes

Perguntas sobre comprar ou alugar

  • Como o simulador compara comprar e alugar?

    Projeta dois cenários paralelos pelo período escolhido. No cenário comprar, soma parcelas do financiamento, custos de aquisição (ITBI, cartório), manutenção e valorização estimada do imóvel. No cenário alugar, considera o aluguel reajustado, somado ao rendimento da entrada e da diferença mensal investidas em renda fixa. No final, mostra qual estratégia gera mais patrimônio líquido.

  • O que é o ponto de equivalência?

    É o momento em que o patrimônio acumulado nos dois cenários se iguala. Antes desse ponto, alugar costuma vencer porque a entrada está rendendo no mercado. Depois, comprar passa à frente porque o imóvel quitado e valorizado supera o portfólio financeiro. Se o ponto não aparecer no período simulado, a estratégia que estava à frente segue ganhando.

  • Por que considerar o custo de oportunidade da entrada?

    Porque o dinheiro da entrada não é gratuito. Se ficasse em Tesouro Selic ou CDB, renderia juros compostos ao longo dos anos. Ao usar tudo para comprar, você abre mão dessa rentabilidade. Comparações que ignoram esse efeito inflam o resultado do cenário compra, principalmente em períodos de Selic alta como o atual.

  • Qual valorização de imóvel devo considerar?

    Use uma média histórica conservadora. Em grandes capitais, o valor real costuma subir 3% a 5% ao ano em janelas longas (10 a 20 anos), segundo o índice FipeZap. Em cidades médias, a valorização é menor. Evite extrapolar booms curtos (como o ciclo 2009–2013), porque esses movimentos pontuais raramente se repetem.

  • Quando comprar ganha e quando alugar ganha?

    Comprar tende a vencer com horizonte longo (10+ anos), juros baixos, aluguel caro em relação ao imóvel (yield acima de 0,5% ao mês) e entrada acima de 30%. Alugar tende a vencer com juros altos, horizonte curto (menos de 5 anos), aluguel barato em relação ao imóvel e quando a mobilidade profissional ainda é alta.

  • O simulador considera IPTU, condomínio e manutenção?

    Sim, todos os custos recorrentes entram na conta. IPTU, condomínio e manutenção somam tipicamente 1,5% a 2% do valor do imóvel ao ano. Em um apartamento de R$ 500 mil, são R$ 7.500 a R$ 10.000 ao ano, ou R$ 625 a R$ 833 por mês. Esses valores aumentam o custo real da compra e precisam ser comparados com o aluguel, que costuma já vir com parte desses custos embutida no preço.

  • Como considerar a portabilidade de financiamento?

    Quem financia hoje com juros altos pode portar o saldo devedor para outro banco se as taxas caírem. A portabilidade não tem custo direto cobrado pelo Banco Central, mas o novo banco cobra avaliação do imóvel e tarifas de registro. Costuma valer quando a queda de taxa supera 1 ponto percentual ao ano. A simulação inicial não considera essa hipótese, mas é uma carta que pode mudar o resultado no meio do contrato.

  • Vale comprar imóvel para alugar como investimento?

    Comprar para alugar é uma estratégia válida, mas a rentabilidade líquida quase sempre fica abaixo do Tesouro Selic ou de FIIs. O aluguel típico no Brasil rende 0,3% a 0,5% ao mês sobre o valor do imóvel, descontando IR, IPTU, manutenção, vacância e administração. Em ciclos de juros altos como o atual, faz mais sentido investir em renda fixa do que em imóvel para renda passiva.

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