Calculadoras Financeiras

Calculadora de Financiamento 2026

Vai financiar imóvel ou carro? Simule Price e SAC e veja exatamente quanto sai do seu bolso até o fim do contrato.

  • Price e SAC
  • Parcelas e juros
  • Sem cadastro

Compare e simule seu financiamento

Informe valor, entrada, juros e prazo. Resultado em tempo real para Price ou SAC.

Simule seu financiamento

Resultado em tempo real. Calcule a taxa de juros a partir da parcela ou a parcela a partir da taxa.

Responsabilidade Editorial

Nossas calculadoras são utilizadas para cálculos em geral. É importante lembrar que os resultados dos cálculos podem estar sujeitos a variações, pois podem existir fatores que não foram levados em consideração durante o cálculo e que podem influenciar no resultado final.

Como funciona

Financiamento: o que está no contrato

Por que simular antes de financiar

Vendedor de imóvel e atendente de banco só mostram a parcela mensal. É o número mais confortável, o que entra no orçamento e parece caber. Mas o que importa para a decisão são três outros números que ninguém destaca.

  • Total pago ao longo do contrato: soma de todas as parcelas, mais entrada, mais taxas e seguros.
  • Total de juros: diferença entre o total pago e o valor financiado. É o quanto o banco ganhou com você.
  • Múltiplo sobre o valor financiado: em 30 anos a 0,9% ao mês, o total pago em juros costuma ficar entre 1,8x e 2,5x o valor financiado.

Quem só olha a parcela aceita contratos que duplicam ou triplicam o custo do imóvel. Simular antes muda a conversa com o banco e com você mesmo.

Tabela Price na prática

Na Price, a parcela mensal é fixa do primeiro ao último mês. O que muda é a composição interna entre juros e amortização.

  • No primeiro ano, mais de 85% da parcela costuma ser juros. A amortização real é pequena.
  • O saldo devedor cai devagar no início e acelera nos últimos anos.
  • Boa opção para quem prefere previsibilidade total no orçamento durante todo o contrato.

O risco escondido é a percepção de que o imóvel "já está sendo pago". Quem precisa vender ou refinanciar no meio do contrato descobre que o saldo devedor caiu bem menos do que parecia.

SAC na prática

No SAC (Sistema de Amortização Constante), a parcela de amortização é igual em todos os meses (valor financiado dividido pelo número de parcelas). Os juros incidem sobre o saldo devedor, que cai linearmente. Resultado: a parcela total diminui a cada mês.

  • Primeira parcela costuma ser 20% a 40% maior que a primeira parcela na Price equivalente.
  • Última parcela é bem menor que a inicial, dando alívio progressivo.
  • Total de juros pagos é significativamente menor que na Price.

Em financiamentos longos (30 a 35 anos), o SAC costuma ser financeiramente vantajoso. A condição é aguentar a parcela inicial mais alta sem comprometer o orçamento.

Exemplo: R$ 400 mil financiados em Price contra SAC

Imóvel de R$ 500.000, entrada de R$ 100.000, financiamento de R$ 400.000 em 30 anos (360 parcelas) à taxa nominal de 0,9% ao mês.

  1. Tabela Price: parcela fixa de R$ 3.870. Total pago em parcelas: R$ 1.393.200. Juros pagos: R$ 993.200.
  2. SAC: primeira parcela de R$ 4.711 e última de R$ 1.121. Total pago em parcelas: R$ 1.049.600. Juros pagos: R$ 649.600.
  3. Diferença: o SAC paga R$ 343.600 a menos em juros, ou 35% menos.
  4. Trade-off: a parcela inicial do SAC pesa R$ 841 a mais por mês durante os primeiros meses.

Quem aguenta os primeiros anos no SAC, economiza valor próximo de um segundo imóvel de baixo padrão ao longo do contrato.

Estratégia: financiar longo e amortizar cedo

Uma combinação que costuma vencer matematicamente é financiar pelo prazo máximo (para garantir parcela inicial confortável e flexibilidade no caixa) e amortizar agressivamente nos primeiros anos, quando os juros pesam mais sobre o saldo devedor.

Em prática, isso significa direcionar 13º salário, restituição do Imposto de Renda, bônus, PLR e sobras de orçamento diretamente para amortização. Pode-se optar por reduzir prazo (que corta mais juros totais) ou reduzir parcela (que alivia o caixa mês a mês). A escolha depende da sua estabilidade de renda.

Resultado típico: pagar 30% a 50% menos juros totais mantendo a parcela base baixa pra atravessar emergências sem apertos.

Erros caros na hora de financiar

  • Olhar só a parcela: vendedor adora a parcela porque é o número mais confortável. Total pago e juros totais contam a história real.
  • Aceitar a primeira taxa oferecida: cotar três a quatro bancos costuma reduzir 0,3 a 0,8 ponto percentual ao mês. Em 30 anos, são centenas de milhares de reais.
  • Comprometer mais de 30% da renda líquida: financiamento longo deixa pouco espaço para emergências, perda de emprego ou despesas inesperadas.
  • Ignorar o CET: a taxa nominal divulgada não inclui TR, seguros, taxa de administração e cartório. O Custo Efetivo Total mostra o juro real.
  • Esquecer o uso do FGTS: pode reduzir o saldo devedor a um custo de oportunidade baixíssimo (TR mais 3% ao ano de rendimento do FGTS é abaixo da inflação).
  • Pegar prazo curto sem folga: parcela alta no orçamento sem reserva vira atraso, e atraso vira multa, juros adicionais e risco de retomada do imóvel.
Dúvidas frequentes

Perguntas sobre financiamento

  • O que muda entre Tabela Price e SAC?

    Na Tabela Price, a parcela é fixa do começo ao fim do contrato; no início você paga quase só juros e amortiza muito pouco do saldo devedor. No SAC, a amortização é constante (valor financiado dividido pelo número de parcelas) e a parcela diminui mês a mês. O SAC paga menos juros no total, mas começa com parcelas mais altas que a Price equivalente.

  • Como o tamanho da entrada impacta os juros totais?

    A entrada reduz diretamente o saldo financiado, sobre o qual incidem os juros. Em um imóvel de R$ 500 mil financiado por 30 anos a 0,9% ao mês na Price, dar 20% de entrada gera juros totais de cerca de R$ 940 mil. Dar 30% baixa os juros para R$ 825 mil. São R$ 115 mil de diferença trocando R$ 50 mil de entrada adicional.

  • Qual prazo de financiamento escolher?

    Prazo curto (15 a 20 anos) paga muito menos juros total, mas exige parcela mais alta e menos folga no orçamento. Prazo longo (30 a 35 anos) acomoda melhor o caixa mensal, mas resulta em juros próximos a duas ou três vezes o valor financiado. Regra prática: parcela máxima de 30% da renda líquida e o prazo mais curto que você consiga manter sem aperto.

  • Quando vale a pena amortizar o financiamento?

    Quase sempre, principalmente nos primeiros anos do contrato. Amortizar parte do saldo devedor permite escolher entre reduzir o prazo (menos juros totais) ou reduzir a parcela (alívio mensal). Quem amortiza R$ 30 mil no segundo ano de um financiamento de R$ 400 mil pode encurtar o contrato em quatro a cinco anos e economizar mais de R$ 100 mil em juros. 13º, restituição e bônus são ótimos para isso.

  • Esse cálculo considera TR, taxas e seguro?

    Não. A simulação foca no juro nominal sobre o valor financiado. Em financiamentos imobiliários reais existem TR (Taxa Referencial, em geral próxima de zero), seguros obrigatórios DFI e MIP, taxa de administração e custas cartoriais. Para o número exato, peça a CET (Custo Efetivo Total) ao banco antes de assinar. A CET costuma estar entre 0,15 e 0,35 ponto percentual ao mês acima do juro nominal.

  • Como usar o FGTS no financiamento imobiliário?

    O FGTS pode ser usado em entrada, amortização anual e pagamento de até 80% de uma parcela por 12 meses, em imóveis residenciais dentro das regras: avaliação dentro do limite vigente, imóvel no município de trabalho ou residência há pelo menos um ano e sem outro imóvel no mesmo município. Costuma valer a pena, porque o saldo no FGTS rende TR + 3% ao ano, abaixo da inflação na maioria dos anos.

  • Por que cotar três bancos em vez de aceitar o indicado pela imobiliária?

    Cotar três ou quatro bancos quase sempre vence aceitar o indicado pela construtora ou imobiliária. Esses parceiros costumam pagar comissão ao indicador, e a diferença na taxa nominal entre o melhor e o pior banco pode chegar a 0,3 a 0,8 ponto percentual ao mês. Em 30 anos isso representa centenas de milhares de reais. O Banco Central oferece o Comparador de Taxas para apoiar a busca.

  • É melhor financiar ou esperar para comprar à vista?

    Depende da taxa do financiamento contra o rendimento do dinheiro guardado e do tempo necessário para juntar o valor. Em 2026, com Selic alta, juntar e investir em Tesouro IPCA+ ou CDB pode render perto de 1% ao mês, contra financiamentos de 0,8% a 1,0% ao mês. Considere também o custo do aluguel durante a espera e o preço do imóvel subindo com a inflação.

Conheça nossa plataforma

Plataforma completa com praticidade do WhatsApp

Por R$ 14,90 ao mês você tem a plataforma inteira: desafios, educação financeira e planejamento. O WhatsApp entra como atalho pra manter o hábito mesmo nos dias corridos.

Hábito que se mantém

Desafios diários e gamificação que transformam organização financeira em rotina, não em fardo. Onde planilha e app tradicional falham.

Você aprende usando

Educação financeira no fluxo do dia a dia, com dicas curtas no momento certo. Sem curso, sem PDF de 200 páginas.

Prático igual mandar mensagem

No Controle, você lança gasto, pede saldo e envia comprovante direto no WhatsApp. A IA cuida do resto.

Visão clara do seu dinheiro

Saiba exatamente quanto pode gastar hoje, esta semana ou este mês. Sem abrir planilha, sem fazer conta de cabeça.

IA que te conhece

Planejamento que se ajusta com base no que você gasta de verdade. Quanto mais usa, mais inteligente fica.

Categorias do seu jeito

"Rolê de quinta", "presente do pai", "uber pro trampo". Você cria categorias que fazem sentido pra sua vida.

Cancele quando quiser · Sem fidelidade · Sem multa

Vai financiar? Planeje o caixa do financiamento.

Parcela cabe no salário, mas e o resto da vida? Comece grátis no Calculando Riquezas e organize tudo antes de assinar.

Conhecer os planos